Monday, June 14, 2010

A história de Gilbert K. , o homem que queria limpar o mundo


A história de Gilbert K., hoje conhecido como o maior líder metropolitano do mundo começou quando ele era ainda moço, de barriga menos proeminente, mas de uma vontade política poucas vezes vista. Representante de classe na 5ª série A, conseguiu com que a sopa fosse servida em pratos descartáveis ao invés dos abomináveis pratos de plástico duro alaranjados. Na universidade liderou o Diretório Acadêmico da Escola Politécnica da USP e seu grande trunfo foi, em meio à toda agitação política em torno dos atos institucionais, de garantir uma faxina diária nas dependências do DA.

O homem que deixou os sofás da Poli mais limpos tinha a boca seca por poder. Seu amigo Rodrigo puxou a fila e Gilbert K. Veio colado logo atrás, conseguindo infiltrar nos ouvidos do povo a vinheta “quem sabe, sabe, vota comigo”. De deputado estadual para candidato a vice prefeito de fachada, o caminho foi curto e sempre amparado pelo seu amigo Rodrigo, Rô para os íntimos.

Fato que antes conseguia camuflar, quando prefeito, Gilbert K. era marcado de perto pela sua mãe, dona Jaci. Extremamente movida pela limpeza, dona Jaci queria que o filho, hoje comandante de uma metrópole, conseguisse colocar a cidade ao seu gosto, limpa, sem gente porca dormindo ao relento, sem meninos ramelentos dormindo porcos e sujos de cola.

Como bom voyeur que é, Gilbert K. passava parte de seu tempo camuflado em meio aos populares, de bonezinho enfiado na cabeça e camisa de promoção. Suas andanças rendiam-lhe suas maiores idéias, como colocar grades para separar os bancos de praças em 4 lugares. Dona Jaci não conteve suas lágrimas quando viu um daqueles mindingos sofrendo para se ajeitar embaixo do banco. Finalmente, a vitória dos limpos e justos estava começando a dar frutos.

Certo dia, Gilbert K. fazia sua caminhada escondido entre o populacho que vagava pelas ruas do centro da cidade. Enquanto imaginava qual seria o tipo de triunfo que dava nome a uma rua suja como aquele, Gilbert K. foi abordado por um dimenor, nitidamente noiado, com os olhos perdidos e uma só idéia: “Passa a grana aí, tiozinho”. Sem querer estragar seu disfarce, nosso herói abriu a carteira e deu duas notas de R$ 50 ao jovem infrator.

Saiu sem olhar pra trás, assim como o ladrão havia recomendado, porém, com seus sentidos aguçados de justiceiro, entrou num bar sujo e, sentado em uma banqueta suja, com os braços apoiados em um balcão sujo, pediu um copo de água descartável e seguiu observando seu assaltante pelo espelho da prateleira do bar. Viu que o menino não hesitou em comprar todo o dinheiro em pedra. Aliás, guardou R$ 3 para comprar um maço de cigarros e, contente de ter 12 pedras de crack e 20 cigarros do Paraguai, sentou-se na sarjeta, isqueiro numa mão, lata na outra. Começou o seu espetáculo doentio e queimou rapidamente a 1ª pedra.

Cinco minutos depois, queimou a segunda e assim foi, a cada cinco minutos uma pedra ia pra cabeça e, em uma hora e dez minutos o menino começou a ter um treco, se debatia todo na rua em convulsões e, em questão de instantes, não se mexia mais. Uma lágrima corria discretamente no rosto de Gilbert K., profundamente tocado pela cena.

‘Por que eu não tinha pensado nisso antes?’Dar ao povo a liberdade que o povo quer. Se eles querem saúde, damos saúde. Se querem segurança, eu dou segurança. Se querem educação, damos-lhe educação. E se querem crack, por que não damos crack? A solução estava ali, nítida, clara e funcional. Gilbert K. logo colocou em ação todos os seus secretários, que rapidamente já tinham um plano a ser posto em ação.

Voluntários passeariam pelo centro da cidade e arredores, nos lugares mais sujos da meterópole, com o bolso cheio de dinheiro e um extenso treinamento em como ser assaltado com segurança. Depois disso, era só ficar ali observando a desgraça dos assaltantes, preencher os relatórios, anexar fotos do caminhão de lixo que passa para buscar os corpos e brindar com Gilbert K. mais uma pá de lixo que foi mandada para longe de nossa cidade.

Ouvindo: Ez3kiel - Versus

Friday, June 11, 2010

Anedota velha: o homem que pedia demais

Estava encostado à beira do balcão, camisa larga em cima, apertada na barriga, deixando quem olhava por baixo ver o seu umbigo rodeado de pêlos. Chega um homem, tipo descolado que arruma tudo o que quer:

- Escuta, você não tem um real aí pra me arrumar?

Vacila ao levar o copo de velhobarreiro com limão à boca, pousa o copo no balcão e responde sem encarar o malandro:

- Tenho não.
- E um cigarrinho você teria, né não?
- Não fumo.

O vizinho de boteco estende um cigarro para o malandro, também sem olhar pra cara de nenhum dos dois, sem vontade de entrar naquele papo furado. O malandro pega o cigarro orientado pelo rabo de olho, sem olhar pro generoso vizinho e continua interpelando o homem de barriga de fora:

- ´presta um fósforo aí!
- Não tenho. Não fumo, tenho fósforo não.

O dono da bodega estende o isqueiro, mais uma vez sem olhar pro pedinte. O pedinte acende o cigarro sem olhar para o homem atrás do balcão. Traga fundo, assopra com o canto da boca e olha para nosso personagem sem fixar ponto em seu rosto.

-Posso dar um gole aí, então?
- Vai lá.

O malandro mata a cachaça em um gole só, limpa a boca com as costas da mão e solta algo gutural como um 'aaaaiiii'. Cospe no chão da calçada enquanto o primeiro homem pede uma recarga de cachaça com limão. O malandro termina de fumar, jogando a bituca com maestria para o exato meio da rua. Pede mais uma vez:

- Tem uma bala aí, moço?
- Tenho não senhor.

O malandro olha encabulado, pensativo. Do nada, solta mais uma:

- E um colírio, o senhor teria aí?
- Tenho sim.
- Então pinga dois aqui, ó - diz o malandro enquanto tomba a cabeça para trás e abre as pálpebras com os dedos.

Ouvindo: IAM - Ça Vient de la Rue

Wednesday, May 26, 2010

Linha 4 Amarela do Metrô: obrigado Serra por limpar essa porra de cidade

Ontem: Subindo a R. do Sumidouro olhei para o lado e reconheci um rosto enigmático que aparece no fim do documentário "De Passagem: 24 Horas no Largo da Batata". O homem de barba grossa e grisalha, que olha para a câmera entortando a cabeça, saía de um depósito de sei lá o que. Talvez até tenha me reconhecido, quem sabe?

Hoje: Os lojistas saem às portas das lojas, lojas que ficam num calçadão que antes era rua suja e fumacenta, marcada pela casa de artigos de umbanda ocupando soberana a esquina. Não estão agitados, só guardam uma esperança que a máquina de carregar gente traga pessoas para gastar dinheiro ao lado da Estação Faria Lima.

O metrô da linha 4, amarela, cem por cento construído com o suor do rosto de José Serra, carrega gente diferente daquela que antes se apinhava por ali esperado um ônibus que as levassem para longe dali. Pessoas importantes que carregam pastas, mulheres de cinturas finas, equilibristas em saltos altos finíssimos, que deixam escapar às olhadelas furtivas a renda de seda nobre de suas calcinhas.

Ontem: Em um bar na Cunha Gago um homem assa espetinhos de carne, exagerando no óleo para chamar a freguesia. Putas baratas mostram com vontade a renda barata de suas calcinhas rotas e mal lavadas. Equilibram-se em tamancos de plataforma, alugando o corpo por 15 reais. O que a prefeitura varreu do Largo da Batata foi parar logo ali do lado, onde ônibus que levam as pessoas pra longe ainda enfumaçam as ruas e uma loja de artigos de umbanda ocupa soberana uma esquina.

Hoje: No Metrô da Linha 4, Amarela, é proibido se jogar nos trilhos. Para isso, o José Serra planejou e montou uma ante porta, a porta antes da porta do metrô, por onde só podemos passar quando o metrô abre a porta. Ele também não separou os vagões, tudo é um trem só e podemos ver que o metrô, assim como nós, o metrô desce, o metrô sobe, o metrô faz curvas. Limpíssimo como a cidade vai ser.

As pessoas ainda bestas com a novidade, olham pra todos os lados, dão voltas tentando encontrar a saída, fazem perguntas bobas aos guardinhas, embasbacadas pela novidade. O cidadão sai à tona no Largo da Batata, de onde extirparam até mesmo o nome. Ali é Faria Lima, o nó, o enrosco, o estorvo antes dominado pela ralé foi varrido para perto dali. Agora tudo é nobre, tudo vale muito dinheiro por metro quadrado.

Sobraram pistas de quem passou por ali. No calçadão, que antes era rua suja, uma mancha de gordura, do óleo dos espetinhos para chamar a freguesia, insiste em colar no chão. A duas quadras dali, olho para o lado e vejo o homem da barba grossa, saindo de um depósito puxando uma carroça. Morre o burro, fica o homem.

Ouvindo: Garotos Podres - Vomitaram no Trem

Monday, May 17, 2010

A Virada dos Ladrões

Fértil como a terra preta é a mente do vilão. Esse é o mote de quem não entende como o celular saiu do bolso durante a Virada Cultural. Entra na confusão, empurra daqui, grita de lá e quando bate a vontade de fazer aquela ligação, cadê o celular? Nesse intervalo de um minuto, o aparelho já tá bem longe, chip num bolso, telefone no outro.

'Olha aquele aí, cola nele', um ladrão fala com o outro, o olho amarelo sem muita expressão, a cicatriz na mão, o casaco de quem espera muito mais frio do que está por vir. Cada um sai na festa com um olhar: uns observam as cocotas que passam pela rua tumultuada, outros tão de olho nos moços mais charmosos. Eu tou de olho na movimentação da massa, quem é quem, quem vem lá, dois função. Tem ladrão por todo lado, sempre andando em dupla, sempre mirando bolsos e bolsas, falando baixinho, mirando os alvos. E eles saem observando as vítimas, um telefone aqui, um bêbado de bolso frouxo por lá.

A mente é fertil e cria técnicas infalíveis: o primeiro passa, esbarra no ombro do freguês, que se vira pra ver de onde veio o encontrão. Nesse ínterim o segundo leva a mão leve ao bolso e tira dali o que acha de mais valor. O freguês segue caminho sem entender muito o que se passou até que toma consciência do preju.

Não tou aqui pra reclamar, o que passa na Virada Cultural é nada mais do que acontece no cotidiano. Vários chave de cadeia passam o dia por ali esperando o próximo trouxa que vai dar mole, não tem ninguém de olho, mão no bolso e já era. Quando colocam-se 4 milhões de pessoas num clima de bebedeira descontrolada, acontece um desequilíbrio enorme entre predadores e presas. As presas, fora de seu habitat, são alvos ainda mais fáceis. Para preservar seu habitat, os predadores são silenciosos, atacam sem deixar rastro para aproveitar a superpopulação de indefesos.

A festa acaba, as presas restantes vão pra casa, uns a salvo, outros mais chateados com o telefone querido que se foi ou a carteira que agora entope um bueiro por aí. Os predadores continuam por lá, vagando pelo Anhangabaú, batendo carteiras minguadas dos poucos que passam por ali sem prestar a devida atenção, sempre esperando por mais uma festa de multidões, um blecautezinho que seja, algo que a natureza da cidade ofereça para que os ladrões do centro tenham mais um dia de fartura.

Ouvindo: Racionais MCs - A Mente do Vilão

Monday, April 26, 2010

E aí, mano?

Mano Brown abre a convenção dando a palavra ao presidente de honra da mesa deste ano, Mano Menezes. Ao fundo pode-se ver o olhar desapontado de Mano El, o maior homem do mundo. No palco, Mano War prapara-se para embalar a platéia ao som do heavy metal, enquanto Mano Wladimir conta histórias do tempo em que sua mãe fundava os tribalistas. Mano Chao, também não muito contente, puxava assunto com o "maior homem do mundo" por ter sido preterido como principal atração musical do encontro. Brista, todo suado, entra apressado para ocupar seu lugar na platéia após deixar em ordem todos os veículos dos convidados. Mano Ginobili foi o último a chegar, diretamente de San Antonio, ainda fedendo a esportista apressado. Tudo pronto. Mano Bronw passa o microfone para Menezes, que assim abre o XV Encontro Mundial de Manos:

- E aí, mano, certo, mano?

PS: Quando os pessoal da Fiel encontra o Mano Menezes, eles chegam falando "E aí, mano Mano, firmeza, mano?

Ouvindo: Xis - Os mano pô, as mina pá

Monday, April 12, 2010

Família, frutas e futricas

Carlos Juliano tinha 23 anos e dois irmãos. Seu apelido era Caju. Cajá era irmão de Caju. Nascido e batizado Carlos Jacinto, tinha Carlos Quincas como irmão mais velho. Cajá era o irmão do meio, posicionado entre Caju e Caqui. A salada de frutas começou a desandar quando Caqui desandou falar mal de Caju para as meninas da vizinhança. Invejoso das investidas do irmão de olhos cor de castanha, Carlos Quincas espalhava frases cifradas pelos muros da quebrada: "Caju podre não presta pra nada". "Caju tem uma castanha entalada no cu". E o nível descia a ladeira junto com os muros, que estavam quase todos tomados pelos escritos de Caqui. Mal a noite caía, Caqui saía de casa com uma latinha de tinta e muita maldade na cabeça. Na cabeça de Caju nem passava a idéia que o covarde que o desonrava era o irmão mais novo, só ficava a tormenta deixada pelos risos velados das meninas. Caju passava, a risada corria, a veia da testa saltava e o mocinho voltava pra casa fulo da vida, querendo saber se o corajoso teria a coragem de dizer na cara onde é que estava entalada a castanha de Caju. Cajá não queria saber de caso e não entrou no meio dos dois, pois sabia que era o Caqui quem fodia a vida do Caju. Cajá queria mais é ver os dois se sabotando, enquanto aproveitava para levantar as saias das meninas, que antes só mostravam as "perninhas" pro Caju.

Ouvindo Caju e Castanha - Embolada

Wednesday, March 24, 2010

Josimar: cabra-macho e matador

Josimar chegou à cidade grande ainda jovem, imberbe, ou quase, uns pelos incomodavam ora aqui, ora ali, sempre juntando o suor em cima dos lábios. Josimar é magro e mede metro e setenta, setenta e pouco, última vez que mediu ainda tava na escola, lá no sertão do Pernambuco.

Josimar quando era moleque gostava muito de pião, quando mocinho gostava de rabo-de-saia, quando cabra-homem gostava de peixeira e rabo de galo. Procalmara-se cabra-homem aos 17 anos, idade quando conhecera Jeruza, fincara-lhe seu membro desajeitado, embarrigara-lhe e matara, diz ele que por acidente, Jacinto, irmão mais velho de sua mulé e projeto mal-acabado de cunhado.

Josimar, que é cabra-homem, não gosta de polícia e meteu logo o pé na estrada, subiu num pau-de-arara e veio pará em São Paulo, de bigodinho suado, banho vencido e bolso rasgado. Logo aprendeu que a peixeira não tinha vez nas ruas dessa cidade, que bolso vazio não pára em pé e que rabo-de-galo custa muito mais que do lado de sua casa, na venda de seu José.

Josimar logo conheceu seus conterrâneos, arrumou um canto num cortiço e um emprego numa cozinha. Arrumou um dinheirinho, suado, mirradinho. Ali na vizinhança conheceu colegas que também prezavam pelo risca-faca, arrumou um rabo-de-saia e logo virou o maior tomador de rabo-de-galo do bar de seu Joaquim. Aprendeu a cozinhar, fazia coxinha, picadinho, costela, mocotó, feijoada, rabada, buchada, peixada, macarronada, carne assada, galinhada e mais uma caralhada de prato que lhe dava nó nas tripa só de imaginar.

Josimar não comia no bar, tinha nojo daquilo tudo, da vontade tola das turmas que passavam por ali. Não agüentava os pedreiros bebendo tubaína com a boca cheia de comida, ficava sem fome ao ver os pedreiros limpando boca brilhante de gordura com as costas da mão, arrotando alto o feijão quase fervendo que comiam apressados para descansar na sarjeta antes de voltar subir aqueles andaimes sem fim.

Josimar gostava mesmo era de Jane, vizinha safada que mostrava o perigo que morava em suas saias toda vez que o paraíba era o próximo na fila do chuveirinho vagabundo improvisado no quintal. Rabo-de-galo, Jane e peixeira eram as coisas que ele mais gostava nesse mundo, assim nessa ordem mesmo e sua vidinha seguia entre o caminho de casa, o cortiço e a caminha suada de sua mulé.

Josimar passou dois anos nessa vida, servindo virado às segundas, bife à rolê às terças, quarta-feria era feijoada. Quinta tinha massa, sexta era peixe e a feijoada de sábado tinha cheiro de folga. Sábado às quatro da tarde era hora de cair na rua, atravessar a cidade, parar no seu Joaquim e encher o bucho com rabo-de-galo e qualquer tira gosto pra não cair no chão. Ensandecido, partia para o banho, goma no cabelo e Jane pro forró.

Josimar era cabra macho, sangue quente, honrado como um cavaleiro das histórias que os contadores que passavam pela sua vila fantasiavam. Josimar não gosta do jeito que Geraldo olha para Jane. Josimar deixa escorrer pelos lábios o último gole de rabo-de-galo, tomado às pressas, aos soluços, enquanto Geraldo funga o cangote de sua morena de cabelos loiros. Josimar treme das pernas, mas tem as mão decididas que miram na faca de cozinha em cima da pia do bar. Josimar agora é um só, cabeça, coração, entranhas, seu bucho cheio de cachaça, todo o conjunto do cabra que vinha lá de Cabrobró queria ver o sangue de Geraldo lavar a sua honra.

Josimar apanha a faca num instante, aperta em seu punho e anda com uma pressa cambaleante em direção ao casal. Josimar puxa Jane pelos cabelos e a joga no chão. Josimar dá a primeira facada nas costelas de Geraldo. Josimar tira a faca, o sangue espirra e logo dá uma no bucho do lazarento, outra no pescoço, o sangue pintando o salão. Josimar mata. Josimar comemora. Josimar resfolega, gira em torno do cadáver. O forró está parado, ninguém mais tem vontade de dançar. Josimar foge desembestado pelas ruas da cidade. Josimar encontra a polícia ao lado de seu quarto. Dentro da penitenciária, Josimar termina o relato de sua experiência ao lado dos irmãos do Reino das Testemunhas de Jeová.

Ouvindo: Gabriel O Pensador - Faça o Diabo Feliz