Wednesday, May 31, 2006

Silencio...


Silencio...
No hay banda
No hay orquestra *
No hay Guarda
No hay Russia
No hay nada
No hay
No...

Silencio.

*Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos) - David Lynch

Ouvindo: AC/DC - For those about to rock, we salute you

Tuesday, May 23, 2006

Não tenho raiva....

Não tenho raiva. Nem nada disso. Às vezes sinto falta disso. Pulsões cortando minhas veias. Mas só páro, olho e espero. Espero pelo dia que vem chegando. Ele vem chegando, mas a cada dia fica mais longe. Se pelo menos soubesse o que teremos pro almoço nesse dia. Que roupa usar. Pra quem ligar. Com quem contar. E enquanto isso eu espero, olho e escuto tudo. Presto atenção até na minha sombra. Lembro de tudo e de todos, mas me esqueço logo que penso. Penso o dia todo em nada. Me perco na minha pensação. Penso agora se essa palavra existe. Mas não ligo. Não tenho raiva...Nem nada disso.

Ouvindo: Igreja Universal - Ratos de Porão - olha só o refrão...
Histeria coletiva...
Farsa pentecostal....
Hipnose destrutiva...
Atitude anormal!!

Tuesday, May 16, 2006

Vem...

Vem pra rua gambé cuzão. Vem pra cá porque aqui é seu lugar. Fica em casa não, folgado, agora é hora de ser homem. Bate na minha cara, agora tá com medo? Vem pra rua, PM cuzão, é você quem eu quero. Quero te ver na Paulista, quero você na sua base. O oitão não basta mais, cuzão? Vem pra cá, é em você que eu confio. Bota no cu de quem quer te foder, mostra que é macho pra caraio. Honra o Tobias de Aguiar. Vem que o pau é Aqui e Agora. Vem pra rua PM cuzão. Vem que o Datena tá chamando. Vem pra cá, eu tô na rua, mas cadê você? Será que se eu ligar você vem? Vem sim, tá todo mundo esperando. Vem pra rua, PM, o governador falou que tá sussa. Vem. Solta o cu da mão e vem. Sai da tocaia, limpa a cara e vem pra rua, PM cuzão. Vem pra rua gambé cuzão. Vem que eu confio em você. Vem que eu quero ver. Mostra quem manda. Mostra a "otoridade". Fala "teje preso". Bate na cara de cada um desses maloquero. Vem pra rua PM cuzão. Não esconde a farda atrás do armário. Não amarela não que não é hora. Sai desse armário, põe o colete e vem pro pau. Vem pra rua PM cuzão. Vem pra cá que a treta é agora. Vem pra rua. Vem!

Ouvindo: Racionais MC's - Vida Loka parte II
"Porque o Guerreiro de Fé nunca gela,
não agrada o injusto e não amarela...
o Rei dos reis foi traído e sangrou nessa terra,
mais morrê como um homem é o prêmio da guerra,
mais ó, conforme for, se precisá, afogá no próprio sangue, assim será"

Thursday, April 27, 2006

Carta que mandei pro meu filho que não tenho

Eu não leio muito, na verdade quase nada. Mas ganhei uns livros que gostei muito. Tudo por causa da sua mãe. Até compramos um lindo livro juntos, daqueles bem roots mesmo, logo no primeiro dia. Acontece que teve um muito mais legal, chamado "Ei, tem alguém aí?", que é sobre a infância e as descobertas da vida do ponto de vista de um garotinho, que sempre vê com encanto as coisas da vida. Diz que a vida é maravilhosa, a gente apenas esquece de olhá-la com olhos inocentes e acaba falando mal dela. No fim do livro, o garotinho já crescido chega a uma conclusão:

"Cheguei a conclusão de que o mais importante é que nos encontramos. Quando duas pessoas levantam a cabeça e cada uma sai de seu vale profundo para encontrar a outra lá em cima da montanha, pouco importa como se chama a montanha ou de onde cada um veio. Quando estamos no pico da montanha temos a sensação de estarmos no topo do mundo".

Era isso, queria compartilhar com você um momento feliz que a literartura em proporcionou, mesmo que em um livro para crianças.

Tuesday, March 28, 2006

A história prometida - parte I

O dia em que conheci John Stuuuuuglia

John Stuuuuuglia nasceu em 1726 no condado de Avignon, na França. Logo em nosso primeiro encontro, fez questão de frizar que seu nome era escrito com 5 u´s, que estava cansado dos erros de datilografia e que, se encontrasse algum erro em minhas anotações, todas as suas confissões seriam negadas e o seu direito de imagem seria resgatado pelos seus severos advogados.

Comecei a viajar pelo mundo em busca de Jonh ao saber que ele era o único e último anão cabeludo do mundo. "Pois é, você já viu algum por aí? Existem anãs cabeludas, mas dentre os anões do sexo masculino, eu sou o único". Falava sem parar de sua condição rara e exótica, sacudindo sua cabeleira loira, sempre perguntando se estava bonito. "Só uso babosa e creme de ovos, fica muito brilhante, né?" Decidi que sempre concordaria com nosso astro para que a conversa fluísse amigavelmente.

Nosso primeiro encontro aconteceu em Barcelona, onde estava participando de um concurso de levitação. Aprendera com monges tailandeses e, de fato, dominava muito bem a técnica. Após a premiação, apresentei-me ao mais novo campeão do mundo:
- Jonh Stuuuuuglia, não é que você é cabeludo mesmo?
- Pois é...
- Mas isso é incrivel!
- Eu sei...
- Mas parece que nem dá bola...
- Eu sei que meu cabelo é pura presença...

Pura presença era pouco a se dizer sobre aquilo. John tinha, no máximo, 1 metro e trinta. Nunca me disse sua estatura verdadeira, quanto mais me deixou medí-lo. Seu cabelo cobria metade de sua bunda, loiro, liso e trançado. Todos os presentes o admiravam e comentavam murmurando sobre a não existência de anões cabeludos.
-... mas o que você quer comigo?

Na verdade não sabia realmente o que queria de John Stuuuuuglia. A procura por um anão cabeludo parecia tão impossóvel que o simples fatos de tê-lo encontrado parecia suficiente. Não sabia o que fazer, nem o que perguntar. Mas comecei falando qualquer coisa:
- O que te traz a Barcelona?
- Você já sabe, você tava aqui quando eu ganhei a medalha...
- Boa! Mas o que vai fazer com o prêmio?
- A medalha tá no meu pescoço. Quando eu chegar em casa vou pendurá-la na parede. Por que?
- Por nada... E depois? Vai viajar mais?
- Não sei. Por que? Tá convidando?

Sem saber mais como enrolar o anão, vi na pergunta a única brecha possível para conhecer mais sobre ele. Sem titubear, respondi:
- Tô. Quer ir pra Eustralásia comigo?
- Pode ser. Vou guardar a medalha em casa e a gente se vê no porto.

Algumas horas deposi avistei John Stuuuuuglia com sua maleta. Vestia roupas de couro, da cabeça, com um chapéu de motoqueiro, tapando parte do cabelo, agora solto, aos pés. Na mão esquerda, uma sacola cheia de ovos e babosa. Era tudo o que precisava para embarcar em nossa viagem. Passagem comprada e passaporte na mão, Jonh Stuuuuuglia e eu rumávamos para meu país querido.

No próximo capítulo: Os perigos de se viajar com um anão cabeludo

Ouvindo: Take a Walk on the Wild Side - Lou Reed

Thursday, March 16, 2006

Não percam...

A incrível história de John Stuuuuuglia, um dos maiores astros do mundo.
Consulte a sua operadora sobre esse e mais lançamentos em K7 e DVD.

Ouvindo (só na cabeça mesmo): Boi Tatá - Bloco do Boi Tatá

Thursday, January 12, 2006

O que eu trouxe de lá...

Trouxe doce de leite com amendoin, essencial para certos momentos de minha viagem. Boa companhia e bom lugar. Eu conto daqui a pouco...

PS: muah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!