Thursday, April 27, 2006

Carta que mandei pro meu filho que não tenho

Eu não leio muito, na verdade quase nada. Mas ganhei uns livros que gostei muito. Tudo por causa da sua mãe. Até compramos um lindo livro juntos, daqueles bem roots mesmo, logo no primeiro dia. Acontece que teve um muito mais legal, chamado "Ei, tem alguém aí?", que é sobre a infância e as descobertas da vida do ponto de vista de um garotinho, que sempre vê com encanto as coisas da vida. Diz que a vida é maravilhosa, a gente apenas esquece de olhá-la com olhos inocentes e acaba falando mal dela. No fim do livro, o garotinho já crescido chega a uma conclusão:

"Cheguei a conclusão de que o mais importante é que nos encontramos. Quando duas pessoas levantam a cabeça e cada uma sai de seu vale profundo para encontrar a outra lá em cima da montanha, pouco importa como se chama a montanha ou de onde cada um veio. Quando estamos no pico da montanha temos a sensação de estarmos no topo do mundo".

Era isso, queria compartilhar com você um momento feliz que a literartura em proporcionou, mesmo que em um livro para crianças.

Tuesday, March 28, 2006

A história prometida - parte I

O dia em que conheci John Stuuuuuglia

John Stuuuuuglia nasceu em 1726 no condado de Avignon, na França. Logo em nosso primeiro encontro, fez questão de frizar que seu nome era escrito com 5 u´s, que estava cansado dos erros de datilografia e que, se encontrasse algum erro em minhas anotações, todas as suas confissões seriam negadas e o seu direito de imagem seria resgatado pelos seus severos advogados.

Comecei a viajar pelo mundo em busca de Jonh ao saber que ele era o único e último anão cabeludo do mundo. "Pois é, você já viu algum por aí? Existem anãs cabeludas, mas dentre os anões do sexo masculino, eu sou o único". Falava sem parar de sua condição rara e exótica, sacudindo sua cabeleira loira, sempre perguntando se estava bonito. "Só uso babosa e creme de ovos, fica muito brilhante, né?" Decidi que sempre concordaria com nosso astro para que a conversa fluísse amigavelmente.

Nosso primeiro encontro aconteceu em Barcelona, onde estava participando de um concurso de levitação. Aprendera com monges tailandeses e, de fato, dominava muito bem a técnica. Após a premiação, apresentei-me ao mais novo campeão do mundo:
- Jonh Stuuuuuglia, não é que você é cabeludo mesmo?
- Pois é...
- Mas isso é incrivel!
- Eu sei...
- Mas parece que nem dá bola...
- Eu sei que meu cabelo é pura presença...

Pura presença era pouco a se dizer sobre aquilo. John tinha, no máximo, 1 metro e trinta. Nunca me disse sua estatura verdadeira, quanto mais me deixou medí-lo. Seu cabelo cobria metade de sua bunda, loiro, liso e trançado. Todos os presentes o admiravam e comentavam murmurando sobre a não existência de anões cabeludos.
-... mas o que você quer comigo?

Na verdade não sabia realmente o que queria de John Stuuuuuglia. A procura por um anão cabeludo parecia tão impossóvel que o simples fatos de tê-lo encontrado parecia suficiente. Não sabia o que fazer, nem o que perguntar. Mas comecei falando qualquer coisa:
- O que te traz a Barcelona?
- Você já sabe, você tava aqui quando eu ganhei a medalha...
- Boa! Mas o que vai fazer com o prêmio?
- A medalha tá no meu pescoço. Quando eu chegar em casa vou pendurá-la na parede. Por que?
- Por nada... E depois? Vai viajar mais?
- Não sei. Por que? Tá convidando?

Sem saber mais como enrolar o anão, vi na pergunta a única brecha possível para conhecer mais sobre ele. Sem titubear, respondi:
- Tô. Quer ir pra Eustralásia comigo?
- Pode ser. Vou guardar a medalha em casa e a gente se vê no porto.

Algumas horas deposi avistei John Stuuuuuglia com sua maleta. Vestia roupas de couro, da cabeça, com um chapéu de motoqueiro, tapando parte do cabelo, agora solto, aos pés. Na mão esquerda, uma sacola cheia de ovos e babosa. Era tudo o que precisava para embarcar em nossa viagem. Passagem comprada e passaporte na mão, Jonh Stuuuuuglia e eu rumávamos para meu país querido.

No próximo capítulo: Os perigos de se viajar com um anão cabeludo

Ouvindo: Take a Walk on the Wild Side - Lou Reed

Thursday, March 16, 2006

Não percam...

A incrível história de John Stuuuuuglia, um dos maiores astros do mundo.
Consulte a sua operadora sobre esse e mais lançamentos em K7 e DVD.

Ouvindo (só na cabeça mesmo): Boi Tatá - Bloco do Boi Tatá

Thursday, January 12, 2006

O que eu trouxe de lá...

Trouxe doce de leite com amendoin, essencial para certos momentos de minha viagem. Boa companhia e bom lugar. Eu conto daqui a pouco...

PS: muah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Friday, December 23, 2005

E eu canto um blues pra você...

Todo dia eu sonho com você. Sei que estou longe, mas mesmo quando está cada um em seu loado, sua companhia não me deixa a cebça. Acordo com você, almoço com você e janto com você, sempre lembrando de quando estivemos lado a lado. Sei que mais desses momentos existirão, daí me acalmo. Sei que nos encontraremos em breve naquela ilha. Lá sonharemos juntos e seremos felizes. E, se puder, nunca mais sairei de seu lado.

Saio de viagem agora, a encontro de meus avós. Não os vejo há exatos 12 meses. Tenho medo da emoção que isso possa causar, principalmente a eles, meu coração ainda aguenta muita coisa. Saio sem presentes, sem novidades, mas chego lá mudado. O que será que trarei de volta?

Ouvindo - John Lee Hooker - Sei lá o nome, mas o refrão diz: Every night...Every night I dream on you....Every nigt...Every night I sing a blues.

Thursday, December 01, 2005

Acho que não sei mais escrever

Há dois dias tento escrever uma matéria para uma revista. Mas a dificuldade que enfrento para fazer uqalquer coisa decente sair de dentro da minah cabeça vem me dominando. Tentei inspiração até mesmo no meu blog, mas parece que falta algo.

Hoje finalmente acabou a tortura. Pois é, chegamos ao fim do curso de História da Ciência. Acho que é o pouco que se tem a comemorar por enquanto.

Alguém se lembra da mina que eu falei no primeiro post desse blog? Pois é, ela tá melhorando, vendo que existe muita gente no mundo que daria tudo pra vê-la bem. Até ganho beijo dela de vez em quando.

Acho que o problema é exatamente esse, a falta de foco enquanto escrevo, misturo assuntos e nada se encaixa. Será que isso tem cura?

Ouvindo: O Dotadão deve morrer - Cascavelletes

PS: Sr ou Sra. "Anonimous": Atendi seu pedido, atualizei o blog. Será que posso saber quem você é em recompensa?

Thursday, November 10, 2005

Aniversário do Bigode

Hoje tava lá na obra quando o celular ltocou:
-E aí, Vigota, como tá?
-De boa, e você Lindomar?
-Na paz também! Hoje é aniversário do Bigode, lembra?
-Caraio....

Deixei o telefone cair no chão, perto da massa. Como eu podia ter se esquecido? E a butina suja de massa, o que eu faço com ela? Bigode é amigo, hoje eu tenho que ver ele. E foram anos de espera, um sempre dizia que ia até lá ver o outro. E nada. Um e-mail aqui, liga pra lá. Lembro que eu conheci o Bigode na 7a série, quando ele chegou lá. No começo achei ele meio feio, de costumes diferentes, sabe. Mas foi indo, foi indo e a gente ficou irmão desse jeito. Mas um dia, depois de uns anos, ele se mudou pra lá . Sempre me perguntam se eu tenho saudades do Bigode, digo claro que sim!, mas atitude de ir até lá e ver o cara não tive. Hoje eu vou, preciso... Eu vou lá.

E Bigode esperou, abraçou seus amigos e talvez a lembrança de Vigota tenha passado depressa demais em sua cabeça. Preferiu que nunca o tivesse conhecido.

ouvindo: "Não podemos falar" - Ratos de Porão